PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL

Autores

  • Alana Augusto Monteiro Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Ana Vitória Freitas dos Santos Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Gabrielly Beatriz Soares da Silva Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Gustavo Gabriel Pereira Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Kawan Gabriel Inácio de Souza Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Miguel Alves Pereira Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Yasmim Pacífico Maia Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • Larissa Aparecida Costa Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida
  • João Gabriel Mandotti Etec Prof. Marinês Teodoro de Freitas Almeida

Palavras-chave:

Sustentabilidade, Meio-ambiente, Prevenção, Econômica

Resumo

A proposta integra inovação tecnológica e sustentabilidade como solução para um dos principais problemas ambientais atuais: a poluição causada pelo plástico convencional. Esse tipo de plástico tradicional, apesar de barato e versátil, leva séculos para se decompor, causando sérios danos à fauna, à flora e aos ecossistemas terrestres e aquáticos. Animais marinhos e terrestres são afetados pelo descarte incorreto desse material, e o acúmulo de resíduos plásticos representa uma grave ameaça à  biodiversidade e à saúde humana.O projeto propõe o desenvolvimento de um plástico biodegradável que contém sementes de crotalária, planta leguminosa com grande importância ecológica e agronômica. Seu objetivo central é criar um material que, além de substituir o plástico convencional, atue ativamente na recuperação do meio ambiente. Ao se decompor no solo, o plástico libera essas sementes, possibilitando sua germinação e promovendo a regeneração ambiental de forma direta. Dessa forma, busca-se simultaneamente reduzir a poluição plástica e restaurar áreas degradadas.Como alternativa, os plásticos biodegradáveis oferecem uma opção mais sustentável, pois se decompõem em menos tempo e não liberam substâncias tóxicas. O projeto tem como meta ir além da simples biodegradação, transformando o plástico em um agente de reflorestamento e de melhoria do solo. Ao incorporar sementes de crotalária em sua composição, o plástico passa a ter um papel ativo na restauração ambiental. A crotalária é capaz de fixar nitrogênio no solo, melhorar sua fertilidade, controlar biologicamente pragas como os nematoides, aumentar a retenção de água e reduzir a erosão. Suas flores ainda atraem abelhas e outros polinizadores, essenciais para a preservação da biodiversidade. Assim, o uso dessa planta dentro do plástico biodegradável traz vantagens que ultrapassam a decomposição do resíduo.Os principais benefícios do projeto incluem a redução da poluição plástica, o enriquecimento do solo, a diminuição do uso de agrotóxicos, o estímulo à biodiversidade e a promoção da educação e consciência ambiental. Contudo, existem desafios a serem superados, como o custo de produção, a adaptação da tecnologia a diferentes ambientes e a necessidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para ampliar a viabilidade do projeto em escala industrial.O bioplástico foi produzido a partir de amido de milho, glicerina, água e vinagre, aquecidos até formação de gel, no qual foram incorporadas sementes de crotalária distribuídas de forma uniforme e secas naturalmente até obtenção das películas. Em síntese, o plástico biodegradável com sementes de crotalária representa uma alternativa inovadora e eficaz para os problemas ambientais contemporâneos. Seu objetivo final é transformar um dos principais agentes poluentes do planeta em uma ferramenta prática de regeneração ecológica, contribuindo diretamente para a restauração de solos e a preservação da biodiversidade. Ele transforma um dos principais agentes poluentes do planeta em uma ferramenta de regeneração ecológica, unindo ciência, tecnologia e responsabilidade social em prol de um futuro mais sustentável e equilibrado. 

Referências

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Publicado

2026-04-14

Como Citar

Monteiro, A. A., Santos, A. V. F. dos, Silva, G. B. S. da, Pereira, G. G., Souza, K. G. I. de, Pereira, M. A., Maia, Y. P., Costa, L. A., & Mandotti, J. G. (2026). PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL. evista nterAgro, 3(2), 51–55. ecuperado de https://publicacoescesu.cps.sp.gov.br/interagro/article/view/900

Edição

Seção

Revista InterAgro v3 n2